RELIGIÃO AFRO ILÉ DE IEMANJA 
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Conteudo cigano
Conteudo cigano

 

Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da Umbanda. Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro. O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual. Existe uma argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não ciganos, ou por médiuns não ciganos; e, que se assim o fizessem, deveriam fazê-lo no idioma próprio de seu povo. Isso é totalmente descabido e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade e sua doutrina evangélica, limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano, pretendendo carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que levaria grande prepotência discriminatória. Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges. Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mal e trazendo uma contribuição inesgotável aos Homens, claro que dentro do critério de merecimento. Tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano. Aqueles que trabalham na vibração de Exu, são os Exus Ciganos e as Pombo-Gira Ciganas, que são verdadeiros Guardiões a serviço da luz nas trevas, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo a serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores. Embora encontremos no plano positivo falanges chefiadas por ciganos em planos de atuação diversos, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais. Trabalham dentro da parte espiritual da Umbanda com uma vibração oriental com seus trajes típicos e graciosos, com sua cultura de adivinhações através das cartas, leituras das mãos, numerologia, bola de cristal e as runas. Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também. É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória e de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, prática muito utilizada entre ciganos. Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.

Quando se tratar de espírito cigano, com certeza ele indicará o incenso de sua preferência ou de sua necessidade naquele momento, regra geral o incenso mantêm sempre correspondência com a área de atuação dele ou dela ou do trabalho que estará sendo levado a efeito. Quando se tratar de oferendas e já não estiver estipulado o incenso certo para acompanhar e houver sua necessidade solicitada, bem como nas consagrações o incenso que deve acompanhar deverá sempre ser o de maior correspondência com o próprio cigano ou cigana. No caso de uma oferenda normal e tão somente necessária para manutenção, agrado ou tratamento sugere-se o incenso espiritual ou de rosa, que mantém efeito de evocação de leveza, de elevação ou mesmo de louvação espiritual. Para o cigano de trabalho, se possível, deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultuá-lo no altar normal. Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferência do cigano, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca ou da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce (ou outra bebida de sua preferência). Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante frutas, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel. Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus. As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral. Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos. É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de prata, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua..."
POVO CIGANO
Os ciganos são verdadeiros andarilhos, livres e alegres. Sua origem é indiana, mas surgem dos mais variados lugares com uma descendência infinita, ao ponto em que seria impossível de citar todas. Os mais conhecidos vieram da Espanha, Portugal, Hungria, Marrocos, Argélia, Rússia, Romênia e Iugoslávia. Carregam consigo seus costumes, características e tradições.
Origem Outras informações sobre as origens dos ciganos foram obtidas através de estudos lingüísticos feitos a partir do século passado pelo alemão Pott, o grego Paspati, o austríaco Micklosicyh e o italiano Ascoli. A comparação entre os vários dialetos que constituem a língua cigana, chamada romaní ou romanês, e algumas línguas indianas, como o sânscrito, o prácrito, o maharate e o punjabi, permitiu que se estabelecesse com certeza a origem indiana dos ciganos. A maior parte dos indianistas, porém, fixa a pátria dos ciganos no noroeste da Índia, mas os indianistas modernos, têm tendência a não considerá-lo um grupo homogêneo, mas um povo viajante muito antigo, composto de elementos diversos, alguns dos quais poderiam vir do sudeste da Índia.
Diáspora Cigana A razão pela qual abandonaram as terras nativas da Índia permanece ainda envolvida em mistério. Parece que eram originariamente sedentários e que devido ao surgimento de situações adversas, tiveram que viver como nômades. Mas a origem indiana dos ciganos é hoje admitida por todos os estudiosos, não havendo dúvidas quanto ao que diz respeito à língua e à cultura. A maioria, igualmente, os ligam à casta dos párias. Isso em parte por causa de seu aspecto miserável, que não se deve a séculos de perseguição, pois foi descrito bem antes da era das perseguições. Também por causa dos empregos subalternos e das profissões geralmente desprezadas na Índia contemporânea pelos indianos que lhes parecem estreitamente aparentados. A presença de bandos de ex-militares e de mendigos entre os ciganos contribuiu para piorar sua imagem. Além disso, as possibilidades de assentamento eram escassas, pois a única possibilidade de sobrevivência consistia em viver às margens das sociedades. Os preconceitos já existentes eram reforçados pelo convencimento difundido na Europa que a pele escura fosse sinal de inferioridade e de malvadeza. Os ciganos eram facilmente identificados com os Turcos porque indiretamente e em parte eram provenientes das terras dos infiéis, assim eram considerados inimigos da igreja, a qual, condenava as práticas ligadas ao sobrenatural, como a cartomancia e a leitura das mãos que os ciganos costumavam exercer. A falta de uma ligação histórica precisa a uma pátria definida ou a uma origem segura não permitia o reconhecimento como grupo étnico bem individualizado, ainda que por longo tempo haviam sido qualificados como Egypicios. A oposição aos ciganos se delineou também nas corporações, que tendiam a excluir concorrentes no artesanato, sobretudo no âmbito do trabalho com metais. O clima de suspeitas e preconceitos se percebe na criação de lendas e provérbios tendendo a por os ciganos sob mau conceito, a ponto de recorrer-se à Bíblia para considerá-los descendentes de Caim, e portanto, malditos (Gênesis 9:25). Difundiu-se também a lenda de que eles teriam fabricado os pregos que serviram para crucificar Cristo (ou, segundo outra versão, que eles teriam roubado o quarto prego, tornando assim mais dolorosa à crucificação do Senhor). Dos preconceitos á discriminação, até chegar às perseguições. Na Sérvia e na Romênia foram mantidos em estado de escravidão por certo tempo; a caça ao cigano aconteceu com muita crueldade e com bárbaros tratamentos. Deportações, torturas e matanças foram praticadas em vários Estados, especialmente com a consolidação dos Estados nacionais. Sob o nazismo os ciganos tiveram um tratamento igual ao dos judeus: muitos deles foram enviados aos campos de concentração, onde foram submetidos a experiências de esterilização, usados como cobaias humanas. Calcula-se que meio milhão de ciganos tenham sido eliminados durante o regime nazista. Um exemplo entre muitos: o trem que chegou a Buchenwald em 10 de outubro de 1944 trazia 800 crianças ciganas. Foram todas assassinadas nas câmaras de gás do crematório cinco. Não se sabe bem por qual razão, os nazistas permitiram que conservassem seus instrumentos musicais. A música serviu-lhes de último consolo. Um sobrevivente não cigano relembra uma passagem do ano de 1939 em Buchenwald: "De repente, o som de um violino cigano surgiu de uma das barracas, ao longe, como que vindo de uma época e de uma atmosfera mais feliz... Árias da estepe húngara, melodias de Viena e de Budapeste, canções de minha terra". Atualmente, os ciganos estão presentes em todos os países europeus, nas regiões asiáticas por eles atravessadas, nos países do oriente médio e do norte da África. Na Índia existem grupos que conservam os traços exteriores das populações ciganas: trata-se dos Lambadi ou Banjara, populações semi-nômades que os "ciganólogos" definem como "Ciganos que permaneceram na pátria". Nas Américas e na Austrália eles chegaram acompanhando deportados e colonos. Os primeiros ciganos vieram para o Brasil no século XVI, trazidos pela corte real de D. João VI para divertir a comitiva; sendo eles: cantores, músicos e dançarinos. Kalon é o nome de uma tribo cigana que veio de Portugal e da Espanha com sua música flamenca. Outras tribos ou grupos foram os Rom vindos da Iugoslávia, Romênia e Hungria. A tribo Cósmica e Kiev vieram da Rússia. Existem mais de 50 tribos no mundo. Recentes estimativas sobre a consistência da população cigana indicam uma cifra ao redor de 12 milhões de indivíduos. Deve-se salientar que estes dados são aproximados, pois na ausência de censos, esses se baseiam em fontes de informação nem sempre corretas e confirmadas. Na Itália inicialmente o grupo dos Sintos representava uma grande maioria, sobretudo no Norte; mas nos últimos trinta anos esse grupo foi progressivamente alcançado e às vezes suplantado pelo grupo dos Rom provenientes da vizinha antiga Iugoslávia e, em quantidades menores, de outros países do leste europeu. Na Itália meridional já estava presente há muito tempo o grupo dos Rom Abruzzesi, vindos talvez por mar desde os Balcãs. Um dos nomes mais freqüentemente dados aos ciganos era o de Egypcios. Por que esse nome? Por que os títulos de duque ou conde do Pequeno Egito adotados com freqüência pelos chefes ciganos? Uma crônica de Constâncio menciona os "Ziginer", que visitam, em 1438, a cidade de uma ilha "não distante do Pequeno Egito". Um dos principais centros na Costa do Peloponeso encontrava-se ao pé do monte Gype, conhecido pelo nome de Pequeno Egito. Pode-se perguntar por que o local era chamado de Pequeno Egito. Não seria justamente por causa da presença dos Egypicios? O certo é que não pode se tratar do Egito africano. O itinerário das primeiras migrações ciganas não passa pela África do Norte. O geógrafo Bellon, ao visitar o vale do Nilo no século XVI, encontra, diz ele, pessoas designadas de Egypicios na Europa, pessoas que no próprio Egito eram consideradas estrangeiras e recém-chegadas. Nenhum argumento histórico ou lingüístico permite confirmar a hipótese de algum êxodo dos ciganos do Egito, ao longo da costa africana para ganhar, pelo sul, a Península Ibérica. Ao contrário, os ciganos chegaram à Espanha pelo norte, depois de terem atravessado toda a Europa. O cigano designa a si próprio como Rom, pelo menos na Europa (Lom, na Armênia; Dom, na Pérsia; Dom ou Dum, Síria) ou então como Manuche. Todos esses vocábulos são de origem indiana (manuche, ou manus, deriva diretamente do sânscrito) e significam "homem", principalmente homem livre. "Rom" e "Manuche" se aplicam a dois dos principais grupos ciganos da Europa Ocidental. Uma designação logrou êxito, a de uma antiga seita herética vinda da Ásia Menor à Grécia, os Tsinganos, dos quais subsistia - quando da chegada dos ciganos à terra bizantina - a fama de mágicos e adivinhos. Os gregos diziam Gyphtoï ou Aigyptiaki; os albaneses, Evgité. Depois que partiram das terra gregas, ficou-lhes esse nome, sob diversas formas. O nome Égyptien era de uso corrente na França do séc. XV ao XVII. Em espanhol, Egiptanos, Egitanos, posteriormente Gitanos (de onde surgiu Gitans em francês); às vezes em português Egypicios; em inglês Egypcians ou Egypcions, Egypsies, posteriormente Gypsies; em neerlandês, Egyptenaren, Gipten ou Jippenessen.

Língua A língua cigana (o romani) é uma língua da família indo-européia que, pelo vocabulário e pela gramática, está ligada ao sânscrito, eles não permitem sua divulgação e tradução para que os Gadjoes (não-ciganos) não conheçam seus segredos. Fazendo parte do grupo de línguas neo-indianas, é estreitamente aparentada a línguas vivas tais como o hindi, o goujrathi, o marathe, o cachemiri. No entanto, eles assimilariam muitos vocábulos das línguas dos países por onde passaram. Outros dialetos como o Caló também são usados por alguns grupos.
Religião Os ciganos, ao deixarem a Índia, não carregaram suas divindades. Eles possuíam na sua língua apenas uma palavra para designar Deus (Del, Devel). Eles se adaptaram facilmente às religiões dos países onde permaneceram. No mundo bizantino, tornaram-se cristãos. Já no início do século XIV, em Creta, praticavam o rito grego. Nos países conquistados pelos turcos, muitos ciganos permaneceram cristãos enquanto que outros se renderam ao Islã. Desde suas primeiras migrações em direção ao Oeste eles diziam ser cristãos e se conduziam como peregrinos. A peregrinação mais citada em nossos dias, quando nos referimos aos ciganos, é a de Saintes-Maries-de-la-Mer, na região da Camargue (sul da França). Antigamente era chamada de Notres-Dames-de-la-Mer. Mas não foi provado que, sob o Antigo Regime, os ciganos tenham tomado parte na grande peregrinação cristã de 24 e 25 de maio, tão popular desde a descoberta no tempo do rei René, das relíquias de Santa Maria Jacobé e de Santa Maria Salomé, que surgiram milagrosamente em uma praia vizinha. Nem que já venerassem a serva das santas Marias, Santa Sara a Egípcia, que eles anexarão mais tarde como sua compatriota e padroeira. A origem do culto de Santa Sara permanece um mistério e foi provavelmente na primeira metade do século XIX que os Boêmios criaram o hábito da grande peregrinação anual à Camargue. Muitas ciganas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no Sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um Diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça. Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio. Segundo o livro oráculo (único escrito por uma verdadeira cigana) "Lilá Romai: Cartas Ciganas", escrito por Mirian Stanescon - Rorarni, princesa do clã Kalderash, deve ter nascido deste gesto de Sara Kali a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: "Dalto chucar diklô" (Te darei um bonito lenço). Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar.

SANTA SARA KALI
Sara é um referencial de fé e de amor. É uma mensageira de Jesus Cristo. É um farol de luz para aqueles que estão perdidos. É o perfume que segue os ciganos na liberdade das estradas. É a Padroeira dos ciganos nos quatro cantos do mundo. O Santuário de Santa Sara Kali está localizado na Igreja de Notre Dame de La Mer, cidade provençal de Saint-Marie-de-La-Mer, no sul da França. Todos os anos, ciganos do mundo inteiro peregrinam às margens do mar Mediterrâneo para louvar Santa Sara, nos dias 24 e 25 de maio. Existem várias versões com as lendas de Santa Sara Kali. Entre os anos 44 e 45, por causa das perseguições cristãs, pela ira do Rei Herodes Agippa, alguns discípulos de Jesus Cristo foram colocados em embarcações, entregues à própria sorte. Em uma dessas embarcações estavam Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino que, junto com Sara uma cigana escrava, foram atirados ao mar. Milagrosamente a barca, sem rumo, atravessou o oceano e aportou em Petit-Rhône, hoje Saint-Marie-de-La-Mer, na França. Segundo a lenda, as três Marias, em desespero em alto mar, sem esperanças de sobreviver, choravam e rezavam o tempo todo. Sara, ao ver o sofrimento das amigas, retirou o diklô (lenço) da cabeça e chamou por Kristesko (Jesus Cristo), fazendo um juramento ao Mestre, no qual Sara tinha fervorosa fé. A cigana prometeu que, se todos se salvassem, ela seria escrava do Senhor e jamais andaria com a cabeça descoberta, em sinal de respeito. O diklô é um simbolismo forte entre os ciganos. Significa a aliança da mulher casada em sinal de respeito e fidelidade. Santa Sara protege as mulheres que querem ser mães e sente dificuldades em engravidar. Protege, também, os partos difíceis. Basta ter fé na sua energia.
TRADIÇÕES
Casamento No casamento tende-se a escolher o cônjuge dentro do próprio grupo ou subgrupo, com notáveis vantagens econômicas. A importância do dote é fundamental especialmente para os Rom; no grupo dos Sintos se tende a realizar o casamento através da fuga e conseqüente regularização. Desde pequenas, as meninas ciganas costumam ser prometidas em casamento. Os acertos normalmente são feitos pelos pais dos noivos, que decidem unir suas famílias. O casamento é uma das tradições mais preservadas entre os ciganos, representa a continuidade da raça, por isso o casamento com os não ciganos não é permitido em hipótese alguma. Quando isso acontece à pessoa é excluída do grupo (embora um cigano possa casar-se com uma gadjí, isto é, uma mulher não cigana, a qual deverá porém submeter-se às regras e às tradições ciganas). É pelo casamento que os ciganos entram no mundo dos adultos. Os noivos não podem Ter nenhum tipo de intimidade antes do casamento. A grande maioria dos ciganos no Brasil, ainda exigem a virgindade da noiva. A noiva deve comprovar a virgindade através da mancha de sangue do lençol que é mostrada a todos no dia seguinte. Caso a noiva não seja virgem, ela pode ser devolvida para os pais e esses terão que pagar uma indenização para os pais do noivo. No caso da noiva ser virgem, na manhã seguinte do casamento ela se veste com uma roupa tradicional colorida e um lenço na cabeça, simbolizando que é uma mulher casada. Durante a festa de casamento, os convidados homens, sentam ao redor de uma mesa no chão e com um pão grande sem miolo, recebem dos os presentes dos noivos em dinheiro ou em ouro. Estes são colocados dentro do pão ao mesmo tempo em que os noivos são abençoados. Em troca recebem lenços e flores artificiais para a mulheres. Geralmente a noiva é paga aos pais em moedas de ouro, a quantidade é definida pelo pai da noiva.
O primeiro dia Algumas particularidades distinguem e dão a um casamento cigano o seu caráter específico. A festa de casamento é prevista para durar de dois há vários dias, reunindo ciganos de todas as partes do país, e mesmo do exterior, pois os convites são dirigidos aos membros da comunidade em geral. As despesas das festas de noivado e de casamento, incluindo sua organização e o vestido de noiva, são de responsabilidade da família do noivo. Os preparativos do banquete de casamento ocorrem na residência dos pais dos noivos. Num esforço comunitário, com a participação dos parentes mais próximos do noivo - homens e mulheres envolvidos - são preparados os pratos típicos da festa. No dia do casamento na igreja, antes de todos partirem para a cerimônia, ocorre uma seqüência de eventos, agora na casa da noiva. Esta já está pronta, vestida de branco, quando chega à família do noivo, dançando ao som de músicas ciganas. Na sala de jantar, onde já está disposta a mesa com diversas comidas e bebidas, os homens se sentam. De um lado da mesa, a família do noivo. Do outro, a da noiva. A conversa acontece em romani, às mulheres permanecem à volta. É simulada uma negociação - a compra ritual da noiva. Moedas de ouro trocam de mãos. Em seguida, abrem uma garrafa de bebida, envolvida em um pano vermelho bordado, que os homens à mesa bebem – a proska . Surge então a noiva, vestida de branco, pronta para a Igreja. Mais música e agora a noiva dança com o padrinho, ainda na sala de jantar/estar. Em seguida, todos saem para se dirigirem à igreja. O cortejo com as famílias seguindo, e apenas o noivo não estava presente, pois aguarda na igreja. Lá, a cerimônia é convencional, exceto pelos trajes dos convidados e padrinhos vestidos com as tradicionais roupas ciganas, e a profusão de jóias. Apenas algumas dezenas de convidados compareceram à cerimônia religiosa, considerada mais íntima. O momento seguinte do casamento ocorre no acampamento onde um conjunto garante a animação musical da festa. Desde o início, danças em círculo e uma bandeira vermelha com o nome dos noivos. Os convidados vão chegando aos poucos, juntando-se às danças, enquanto duas grandes mesas, são arrumadas. No banquete, homens e mulheres ficarão separados, em lados opostos. A festa vai chegando ao fim quando a noiva a deixa, juntamente com a família do noivo, à qual passa a pertencer. Entre a festa do primeiro dia e a que ocorrerá no dia seguinte, há a noite de núpcias do casal.
O segundo dia A festa começa novamente no dia seguinte, agora na casa dos pais do noivo, onde o casal passa a residir. O banquete continua - agora para um número menor de convidados. No lugar do branco do dia anterior, o vermelho se sobressai na festa - nos cravos, usados pelos convidados, na decoração, na bandeira, nas roupas da noiva. Esta, recebe cada convidado, junto a uma bacia com água de onde tira cravos vermelhos, para oferecer-lhes. Em troca, recebe notas de dinheiro, geralmente de pequeno valor. A continuação da festa de casamento, depois do primeiro dia, será toda voltada para a noiva, que é agora, uma mulher casada. Sempre acompanhada do marido, ela deixa o semblante triste que a acompanhou até este momento.
Nascimento Antigamente era muito respeitado o período da gravidez e o tempo sucessivo ao nascimento do herdeiro; havia o conceito da impureza coligada ao nascimento, com várias proibições para a parturiente. Hoje a situação não é mais tão rígida; o aleitamento dura muito tempo, às vezes se prolongando por alguns anos. Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo. A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de Dy Chucô (ventre seco). Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade. Uma criança sempre é bem vinda entre os ciganos. É claro que sua preferência é para os filhos homens, para dar continuidade ao nome da família. A mulher cigana é considerada impura durante os quarenta dias de resguardo após o parto.

Logo que uma criança nasce, uma pessoa mais velha, ou da família, prepara um pão feito em casa, semelhante a uma hóstia e um vinho para oferecer às três fadas do destino, que visitarão a criança no terceiro dia, para designar sua sorte. Esse pão e vinho será repartido no dia seguinte com todos as pessoas presentes, principalmente com as crianças. Da mesma forma e com a finalidade de espantar os maus espíritos, a criança recebe um patuá assinalado com uma cruz bordada ou desenhada contendo incenso. O batismo pode ser feito por qualquer pessoa do grupo e consiste em dar o nome e benzer a criança com água, sal e um galho verde. O batismo na igreja não é obrigatório, embora a maioria opte pelo batismo católico.
O cigano preserva muito a sua sorte. Existem várias crenças para mantê-la, da vida uterina até a morte. Diariamente a gestante cigana faz um ritual simples para que a criança ao nascer tenha sorte: ao avistar os primeiros raios de sol, passa a mão em sua barriga; da mesma forma, logo que vê os primeiros raios de luar, ela repete o gesto, desejando sorte e felicidade para o bebê. Esta é a forma dela saudar as forças da natureza e pedir-lhe as bênçãos de suas luzes para a vida que já existe em seu ventre. No sétimo dia após o nascimento da criança a mãe dá um banho no bebê, jogando moedas e jóias de ouro e pétalas de rosas em sua água, para que o filho ou filha conheça sempre a fartura, a prosperidade e a riqueza. Vários ditados ciganos em Romanês fazem alusão à benção de gerar filhos: " E juli que naila chavê thi sporil e vitza" ( A mulher que não tem filho passa pela vida e não vive); " Mai falil ek chau ano dy, dikê ek gunô perdo galbentça" ( Mais vale um filho no ventre do que um baú cheio de moedas de ouro); " Nai lovê anê lumia thie potinás ek chau" ( Não existe dinheiro no mundo que pague um filho). Dentro da comunidade cigana, o casal em que um dos dois seja impossibilitado de ter filhos, embora se amando, a comunidade faz com que se separem, porque o amor que se têm pela perpetuação da raça supera ou abafa qualquer outro sentimento. A família, para o povo cigano, é o seu maior patrimônio.
Família A família é sagrada para os ciganos. Os filhos normalmente representam uma forte fonte de subsistência. As mulheres através da prática de esmolar e da leitura de mãos. Os homens, atingida certa idade, são freqüentemente iniciados em outras atividades como acompanhar o pai às feiras para ajudá-lo na venda de produtos artesanais. Além do núcleo familiar, a família extensa, que compreende os parentes com os quais sempre são mantidas relações de convivência no mesmo grupo, comunhão de interesses e de negócios, possuem freqüentes contatos, mesmo se as famílias vivem em lugares diferentes. Aos filhos é dada uma grande liberdade, mesmo porque logo deverão contribuir com o sustento da família e com o cuidado dos menores. Além da família extensa, há entre os Rom um conjunto de várias famílias (não necessariamente unidas entre si por laços de parentesco) mas todas pertencentes ao mesmo grupo e ao mesmo subgrupo. O nômade é por sua própria natureza individualista e mal suporta a presença de um chefe: se tal figura não existe entre Sintos e Rom, deve-se reconhecer o respeito existente com os mais velhos, aos quais sempre recorrem. Entre os Rom a máxima autoridade judiciária é constituída pelo krisnítori, isto é, por aquele que preside a kris. A kris é um verdadeiro tribunal cigano, constituído pelos membros mais velhos do grupo e se reúne em casos especiais, quando se deve resolver problemas delicados como controvérsias matrimoniais ou ações cometidas com danos para membros do mesmo grupo. Na kris podem participar também as mulheres, que são admitidas para falar, e a decisão unilateral cabe aos membros anciães designados, presididos pelo krisnítori, que após haver escutado as partes litigantes, decidem, depois de uma consulta, a punição que o que estiver errado deverá sofrer. Recentemente, a controvérsia se resolve, em geral, com o pagamento de uma soma proporcional ao tamanho da culpa, que pode chegar a vários milhares de dólares; no passado, se a culpa era particularmente grave, a punição podia consistir no afastamento do grupo ou, às vezes, em penas corporais.
Morte No que se refere à morte, o luto pelo desaparecimento de um companheiro dura em geral muito tempo. Junto aos Sintos parece prevalecer o costume de queimar-se a kampína (o trailer) e os objetos pertencentes ao defunto. Os ciganos acreditam na vida após a morte e seguem todos os rituais para aliviar a dor de seus antepassados que partiram. Costumam colocar no caixão da pessoa morta uma moeda para que ela possa pagar o canoeiro à travessia do grande rio que separa a vida da morte. Antigamente costumava-se enterrar as pessoas com bens de maior valor, mas devido ao grande número de violação de túmulos este costume teve que ser mudado. Os ciganos não encomendam missa para seus entes queridos, mas oferecem uma cerimônia com água, flores, frutas e suas comidas prediletas, onde esperam que a alma da pessoa falecida compartilhe a cerimônia e se liberte gradativamente das coisas da Terra. Entre os ritos fúnebres praticados pelos Rom está a pomána, banquete fúnebre no qual se celebra o aniversário da morte de uma pessoa. A abundância do alimento e das bebidas exprimem o desejo de paz e felicidade para o defunto. As Pománas são feitas periodicamente até completar um ano de morte. Os ciganos costumam fazer oferendas aos seus antepassados também nos túmulos.
Narguilê Uma das tradições mais antigas dos ciganos na Turquia é o narguilé (hookah ou shisha, como é conhecido no Egito), que homens e mulheres têm imenso prazer em fumar. O narguilé iniciou toda uma nova cultura que durou por muitos e muitos anos. Até hoje o narguilé oferece divertimento a uma diferente casta de fumantes.

O utensílio original veio da Índia, primitivo e feito com a casca do coco. Sua popularidade se estendeu até o Irã e, de lá, para o resto do mundo Árabe. O narguilé consiste de quatro peças: AGIZLIK (bocal), LÜLE (topo do narguilé), MARPUÇ, (o cano), e GÖVDE (corpo do cachimbo, que é preenchido com água). Todas as peças eram produzidas por artesãos. O jarro de vidro onde se coloca a água, geralmente era decorado com motivos florais, sendo alguns feitos em prata e outros em cristal; Os bocais de âmbar, não continham germes. Nem todos os tabacos eram qualificados para o uso no narguilé e apenas o escuro, importado do Irã, encontrava preferência entre os usuários do narguilé. Este tabaco era lavado muitas vezes antes do uso e era extremamente forte. Só se usava carvão feito de carvalho sobre esse tabaco. Alguns fumantes profissionais usavam certas frutas como cerejas ou uvas no seu "goude", apenas para apreciar o movimento que elas criavam na água. Outras pessoas apreciavam adicionar suco, romãs, ou óleo de rosas para dar sabor a sua água.

Música e Dança Quando os ciganos deixaram o Egito e a Índia, eles passaram pela Pérsia, Turquia, Armênia, chegando até a Grécia, onde permaneceram por vários séculos antes de se espalharem pelo resto da Europa. A influência trazida do oriente é muito forte na música e na dança cigana. A música e a dança cigana possuem influência hindu, húngaro, russo, árabe e espanhol. Mas a maior influência na música e na dança cigana dos últimos séculos é sem dúvida espanhola, refletida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado no flamenco. Alguns grupos de ciganos no Brasil conservam a tradicional música e dança cigana húngara, um reflexo da música do leste europeu com toda influência do violino, que é o mais tradicional símbolo da música cigana. No Brasil, a música mais tocada e dançada pelos ciganos é a música Kaldarash, própria para dançar com acompanhamento de ritmo das mãos e dos pés e sons emitidos sem significação para efeito de acompanhamento. Essa música é repetida várias vezes enquanto as moças ciganas dançam. Exibem sua dança, bailando ao som dos violinos e acordeões. Assim são as graciosas e faceiras ciganas, que encantam com seus mistérios, com suas saias rodadas, seus lenços coloridos, pandeiros enfeitados com fitas e suas castanholas. Os ciganos dançam com seu porte elegante, transmitindo a toda a serenidade e dignidade. Seu ritual é a dança do fogo, bailando ao redor da fogueira até o dia amanhecer, transmitindo a todos sua alegria e proteção de sua padroeira Santa Sara Kali, que faz da liberdade sua religião.
Samovar Feitos de diferentes metais como cobre, ferro ou prata, seguindo as mais diversas tendências artísticas, os Samovars se tornaram um símbolo da hospitalidade Russa e da prosperidade da família, com o tempo emergiu um complexo ritual de preparação e degustação de chá, sempre servido pela anfitriã ou por sua filha mais velha.

LENDAS
Sobre a Origem
Uma lenda cigana, passada por gerações e gerações, que diz que o povo cigano foi guiado por um rei no passado e que se instalaram em uma cidade da Índia chamada Sind onde eram muito felizes. Mas em um conflito, os muçulmanos os expulsaram, destruindo toda a cidade. Desde então foram obrigados a vagar de uma nação a outra...
Outra das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza. Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu. Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza. Deus então, preocupado em atendê-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselhá-las para o bem.
Segundo outra lenda, narrada pelo poeta persa Firdausi no século V d.C., um rei persa mandou vir da Índia dez mil Luros, nome atribuído aos ciganos, para entreter o seu povo com música. É provável que a corrente migratória tenha passado na Pérsia, mas em data mais recente, entre os séculos IX e X. Vários grupos penetraram no Ocidente, seja pelo Egito, seja pela via dos peregrinos, isto é, Creta e o Peloponeso. O caráter misterioso dos ciganos deixou uma profunda impressão na sociedade medieval. Mas a curiosidade se transformou em hostilidade, devido aos hábitos de vida muito diferentes daqueles que tinham as populações sedentárias.

POVO CIGANO O Povo das Estrela

O povo cigano tem em sua tradição a fama de mágico, misterioso e dono de grande sabedoria nas artes adivinhatórias. As mulheres são vistas como modelo de sensualidade e sensibilidade, os homens de virilidade e magnetismo. A música cigana tem, sem a menor dúvida, uma melodia que alimenta nossas fantasias e a dança é um tributo a alegria, a sensualidade, mas a música e a dança cigana são muito mais do que isso.

Eles vieram das estrelas diretamente para o interior da terra e, após um período de adaptação, subi¬ram à superfície. E até hoje, os Ciganos esperam pelo momento de regressar ao Cosmo. Nada mais pode ser contado sobre essa história, pois se trata de um dos seus "segredos" mais bem preservados. A história registra seu aparecimento há mais de 3.000 anos, ao norte da Índia, na região de Gujaratna localizada na margem direita do Rio Send (atual Meganistão). Mas, entre 950 e 1000 d.e., fugindo das guerras e dos invasores estrangeiros (inclusive de Tamerian, descendente de Gengis Khan), as tribos se mudaram para o Egito (daí o nome "gypsies" em inglês e "gitanos" em espanhol, que significa egípcio). De lá partiram em duas direções: O grupo Pechen atingiu a Europa através da Grécia; o Beni chegou até a Síria e a Palestina. Daí surgiu diversos clãs: o Kalê (da Península Ibérica); o Hoharano (da Turquia); o Matchuaiya (da Iugoslávia); o Moldovan (da Rússia) e o Kalderash (da Romênia). Seus nomes se latinizaram (de Sindel para Miguel; de András para André; de Pamuel para Manuel, etc.). Em 1447, estavam entrando em solo espanhol e se chamavam "ruma calk" (que significa homem dos tempos) e falavam o Caló (um dialeto indiano oriundo da região do Maharata). Traziam consigo a música, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do "flamenco", que se origina do árabe "felco" (camponês) e "mengu" (fugitivo). E desde o séc. XVIII passou a ser sinônimo de "cigano andaluz". No Brasil, estima-se que os Ciganos começaram a chegar ao século XVI, nos estados da Bahia e de Minas Gerais, ainda nos tempos da colônia. No século XVIII foram vistos em São Paulo, mas foram expulsos da cidade. Mas, no século XIX já estavam inseridos na população e eram aceitos pela classe alta. Em sua maioria, os ciganos são artistas (de muitas artes, inclusive a circense); e exímios ferreiros, fabricando seus próprios utensílios domésticos, suas jóias e suas selas. São hábeis também manufaturando tachos, artesanato (principalmente em cobre - o metal nobre desse (povo), consertando panelas, vendendo cavalos, (atual¬mente vendem carros); fazendo e lendo as cartas ciganas para ver a "buena dicha" (boa sorte). Na verdade cigano que se preza, antes de ler a mão, lê os olhos das pessoas (os espelhos da alma) e tocam seus pulsos (para sentirem o nível de vibração energética) e só então é que interpretam as linhas das mãos. A prática da Quiromancia não é interpretada como um mero sistema de adivinhação, mas, acima de tudo um inteligente esquema de orientação sobre o corpo, a mente e o espírito; sobre a saúde e o destino. Tudo isso foi aprendido interagindo diretamente com a natureza. Muito antes da palavra "ecologia" ser conhecida, os ciganos já buscavam uma ampla harmonia entre o homem e a natureza, respeitando seus ciclos naturais e sua força geradora e provedora. Isso explica o grande lema do Povo Cigano: "O Céu é meu teto; a Terra é minha Pátria e a Liberdade é minha religião", que traduz um espírito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas normais geralmente cerceadas pelos sistemas aos quais estão subjugadas. O líder de cada grupo cigano chama-se Barô/Gagú e é quem preside a Kris Romanis (Conselho de Sentença, para o povo Rom) com suas próprias leis e códigos de ética e justiça, onde são resolvidas todas as contendas e esclarecidas todas as dúvidas entre os ciganos liderados pelos mais velhos. O mestre de cura (ou xamã cigano) é um Kakú (homem ou mulher) que possui dons de grande paranormalidade. Eles usam ervas, chás e toques curativos. Os ciganos geralmente se reúnem em tribos para festejar os ritos de passagem: o Nascimento, a Morte, o Casa¬mento e os Aniversários; e acreditam na Reencarnação (mas não incorporam nenhum espírito ou entidade). Cantam e dançam na alegria e na tristeza, pois para o cigano a vida é uma festa e a natureza que o rodeia a mais bela e generosa anfitriã. Onde quer que estejam os ciganos são logo reconhecidos pelas suas roupas e ornamentos, e, Principalmente seus hábitos ruidosos. São um povo cheio de energia e grande dose de passionalidade. São peculiares dentro do seu próprio código de ética; honra e justiça; senso, sentido e sentimento de liberdade que contagiam e incomodam qualquer sistema. Estão sempre reunidos nos campos, nas praias, nas feiras e nas praças, sempre transmitindo sua cultura. As crianças ciganas normalmente freqüentam até o Primeiro Grau nas escolas dos gadjés (não - ciganos), para aprenderem apenas a escrever o próprio nome e fazer as quatro operações aritméticas. A maioria das crianças não vai à escola com receio do preconceito existente em relação a elas. Os idosos e to¬dos os membros do grupo educam as crianças de todos, dentro dos princípios e normas próprios de uma tradição puramente oral, cujos ensinamentos são passados de pai para filho ou de mestre para discípulo, através das histórias contadas e das músicas taca¬das em tomo das fogueiras acesas e das barracas coloridas sempre montadas ao ar livre (mesmo no fundo do quintal das ricas mansões dos ciganos mais abastados). Claro que com o acelerado processo de aculturação, um bom número de ciganos, disfarçadamente, está freqüentando as universidades e até ocupando cargos de importância na vida pública do país. Alguns são médicos, dentistas, engenheiros, e advogados. Porém os de maior expressão na sociedade são artistas plásticos, comerciantes, joalheiros e músicos famosos. ¬

O Ser Cigano

"Ser cigano é mais que uma questão sanguínea, muito menos uma vaidade pessoas ou uma doce fantasia sensual. Embora não haja dúvida que o povo encarnado, manifestação viva da energia cigana espiritual, já venha agraciada com todos os seus dons e talentos, ser cigano na verdade é, antes de tudo, um estado de espírito, uma intensa energia de participação com a vida, com tudo que ela tem de vibrante, emocionante e especial. Como o povo cigano está espalhado por todo o mundo, os ciganos espirituais estão espalhados por todas as almas. Ter a companhia de um cigano ou cigana espiritual significa despertar o seu lado apaixonado, sedutor, encantado e destemido. A corrente cigana do (Povo do Oriente, como acontece com os Exus da cultura Afro e dos encantados da cultura brasileira, é formada pelos mensageiros, os caminhantes astrais que transportam o fogo do céu para a terra e da terra para o céu. E a fagulha que acende a fogueira, o ardor das labaredas e a chama que dela escapa rumo às estrelas do céu. Manifestam-se no fogo, na música, na dança, no sexo e na paixão. Na verdade, despertam todas essas energias que já tínhamos latentes em nós. Nessas interações e iniciações vamos tomando consciência e contato com forças, entidades e energias que tínhamos em nós mesmos e não sabíamos reconhecer, nem como lidar com elas.

 

Fogo, música, dança alegria, sedução, paixão. Ser cigano é percorrer esta estrada Sem se prender a nenhuma estação. Ser cigano é acender uma fogueira no próprio coração Para dançar a vida com magia, coragem e paixão. Ser cigano é brincar com o fogo sem se queimar. Ser cigano é beber o vinho sem se embriagar. Ser cigano é se apaixonar sem se aprisionar. Ser cigano é sempre dançar sem jamais tropeçar. Ser cigano é cantar as palavras do seu coração Com beleza, força e sedução. Ser cigano é sempre estar atento para ver em que direção Vai soprar o vento. Ser cigano é nunca temer a liberdade do risco de viver. Ser cigano é aceitar a vida como uma melodia que, como tudo, Tem seu princípio, meio e fim. Ser cigano é saber seduzir sem se seduzir Pela própria sedução. “ Ser cigano, enfim, é ser humano e brilhar mesmo assim.”

Alguns ciganos espirituais

Katiuska Cigana de origem Russa viveu grande parte de sua vida na Hungria. Suas roupas são da cor vinho. A saia farta de tecido pesado tem um largo baba¬do. A blusa ampla de mangas duplas e abertas é coberta por um colete de veludo preto, bordado de flores colo¬ridas. O lenço cigano é da mesma cor da saia, os brincos grandes e doura¬dos com pedras rubras. Usa uma trança longa presa no alto da cabeça, com a ponta enfeitada de fitas jogada do lado esquerdo. Calça botas escuras, usa uma adaga presa na panturrilha direita e um avental amarelo outro (jodokot) com bolsos amplos bordados. É uma shuvoni, uma feiticeira cigana. O temperamento é forte e não tolera injustiças e ignorância. Para agradá-la, faça um balaio de flores e frutas. Dê lhe vinho quente e perfume de verbena.

Safira Safira gosta da cor azul, e suas pe¬dras preciosas são a safira, o lápis - lazúli e a hematita. Toda a sua magia é feita durante a dança, na qual faz tocar seu pandeiro enfeitado com fitas coloridas. Desconfiada e com uma pontinha de malícia, dedica-se a ajudar àqueles que vivem amores impossíveis, o belo lenço de fina estampa cobre-lhe os negros cabelos longos e cacheados.

Rúbia Rúbia é uma cigana de origem espanhola, também de Palma de Maiorca, irmã de Ametista, Safira, Esmeralda, Pepita e íris. Eram as pedras preciosas do velho Pepe, um cigano muito rígido e exigente. Rúbia gosta de pe¬dras vermelhas como o rubi e a granada. É com elas que consegue restabelecer a circulação sanguínea daqueles que procuram sua ajuda. De pele morena, sorriso largo e doce, cabelos negros e longos, usa enormes argolas douradas como brincos. As cores de suas roupas são o carmim e o doura¬do. Para agradá-la, basta uma taça com água de flores e uma farofa salgada com frutas secas.

Ramur O cigano Ramur é de origem siberiana. Usa um ponteiro oriental de tamanho médio com uma pedra azul ou rubra incrustada no cabo. Sua bebida predileta é o rum, mas aceita bem o vinho. Usa camisa larga branca com mangas bufantes, calça azul-escuro e uma espécie de turbante, comum aos ciganos daquela região. Para atrair a proteção e a força justiceira de Ramur, faça uma estrela de seis pontas, contorne-a com um círculo e coloque o ponteiro imantado de Ramur. Clame por proteção.

Paloma Sua última encarnação na Terra foi em Granada, Espanha. Paloma era uma cigana cartomante que viveu até os 56 anos. Conhecida de todos como feiticeira do fogo, brilhava nas festas em que ia pelos belos trajes. Tinha um olhar de águia e a pele muito morena. Os negros cabelos derramavam-se sobre os ombros. Do pescoço pendia uma linda figa de esmeralda e ouro. Vestia-se de amarelo e vermelho, flor, mantilha, pente nos cabelos e xale de gaze. Gostava de flores vermelhas e seu perfume predileto de verbena era confeccionado por ela mesma. Sua pedra da sorte era a granada vermelha. É invocada para abrir os caminhos de seus descendentes, enchendo-os de coragem para re¬solver questões difíceis.

Um povo cheio de mitologia e cultura Mitologicamente o Povo Cigano está ligado à Kalí - a deusa negra da mitologia hindu, associada à figura de Santa Sara cujo mistério envolve o das "virgens negras", que na iconografia cristã representa a figura de Sara, a serva (de origem núbia) que teria acompanhado as três Marias: Jacobina, Salomé e Madalena, e, junto com José de Arimatéia, fugido da Palestina numa pequena barca, transportando o Santo Graal (o cálice sagrado), que seria levado por elas para um mosteiro da antiga Bretanha. A barca teria perdido o rumo durante o trajeto e atracado no porto de Ca¬margue, às margens do Mediterrâneo, transforman¬do-se desde então num local de grande concentração do Povo Cigano. Santa Sara é comemorada e reverenciada todos os anos, nos dias 24 e 25 de maio, através de uma longa noite de vigília e oração, pelos ciganos espalha¬dos no mundo inteiro, com candeias de velas azuis, flores e vestes coloridas; muita música e muita dança cujo simbolismo religioso representa o processo de purificação e renovação da natureza e o eterno "re¬tomo dos tempos". Para o Povo Cigano, a Lua Cheia é o maior elo de ligação com o "sagrado", quando são realizados men¬salmente os grandes festivais de consagração, iman¬tação e reverenciarão a grande "madrinha". As cele¬brações acontecem todos os meses em tomo das fo¬gueiras acesas, ao vinho e das comidas, com danças e orações. Também para os ciganos tudo na vida é "maktub" (está escrito nas estrelas), por isso são aten¬tos observadores do céu e verdadeiros adoradores dos astros e dos sidéreos. Os ciganos praticam a Astrologia da Mãe Terrra respeitando e feste¬jando seus ciclos natu¬rais, através dos quais desenvolvem poderes mágicos. A união entre a ma¬gia cigana e o poder de Exu pode dar aos humanos auxilio e equilíbrio na luta diária pelo sucesso espiritual e material atra¬vés da culinária. Para os ciganos, cada fruta tem um poder mágico. Des¬sa forma, após serem fluidificadas, são distribuídas entre as pessoas para transmitirem proteção contra, espíritos, ajudando na fertilidade e abrindo os canais de amor entre os outros. O vinho tem o poder de trazer os espíritos bons para junto de nós. A lentilha significa fartura e o Peru, a sabedoria e a segurança. Da mesma forma, cada alimento tem suas proprieda¬des: o cravo, a canela, o louro, o manjericão, o gen¬gibre, os frutos do mar, as frutas cítricas e as frutas secas, o vinho, o mel, as maçãs, as peras, os damas¬cos, as ameixas. E as uvas que fazem parte inclusive dos segredos de uma cozinha deveras afrodisíaca. Os ciganos têm vários símbolos sagrados, como o pu¬nhal, o violino, o pandeiro, o leque, o xale, as meda¬lhas e as fitas coloridas; o coral, o âmbar, o ônix, o abalone, a concha marinha (vieira), o hipocampo (ca¬valo-marinho), a coruja (mocho), o cavalo, o cachorrro, o galo e o lobo. A verbena, a sálvia, o ópio, o sândalo e algumas resinas extraídas das cascas das árvores sagradas, são ingredientes indispensáveis na manufatura caseira de incensos, velas e sais de ba¬nho, mesclados com essências de aromas inebriantes e simplesmente usados nas abluções do dia-a-dia, nos contatos sociais e comerciais, nos encontros amoro¬sos e principalmente nos ritos iniciáticos, de uma for¬ma sensível e absolutamente mágica, conferindo gran¬des poderes. Calcula-se que haja um milhão de ciganos no Bra¬sil e sua maioria vive em São Paulo e Rio de Janeiro, distribuídos em dois grupos: o Calom, que vive em tendas armadas em cidades e o Rom, que fixa resi¬dência e fica onde está, até o momento de voltar às estrelas, para desvendar os segredos do universo.

 

Magia Cigana

A integração dos ciganos com a natureza é permanente, obrigatória sob um ponto de vista imprescindível sob outro. Dizemos que é obrigatória, pois com sua vida andarilha, suas caravanas muitas vezes viajando sem rumo absolutamente determinado, sua ânsia constante de viver de modo livre e aventureiro, onde mais montar suas barracas, arranjar seus acampamentos, arrumar suas bagagens pelo menos durante certo período de tempo, senão a céu aberto, dentro da natureza, tudo muito próximo a rios, cachoeiras ou outros remansos de água - doce, de que eles necessitam para cozinhar, lavar as roupas, se banharem. Por esses fatos e pelos conseqüentes de uma maneira de viver nômade, é bastante fácil compreender a obrigatoriedade do convívio entre os ciganos e a natureza. A natureza é a generosa doadora da própria sobrevivência cigana. “Nela o povo cigano busca os mais variados tipos de alimentos e água” Líquido precioso de sustentação da vida. E verdade, que quando passam pelas cidades, compram gêneros alimentícios, tecidos, ferramentas e outros bens necessários, mas a natureza que referenciam o principal apoio de vida. Todavia, o povo cigano não entende a natureza somente como a doadora dos elementos fundamentais como alimentos e água, mas como fonte inesgotável de energia. Aí começa o lado mágico da natureza cigana por assim dizer, o fundamento etéreo da vida, o lado abstrato muitas vezes não compreendido racionalmente pelos próprios ciganos. Eles entendem em vários aspectos, que a natureza é que fornece a vitalidade, o frescor da vida renovada a cada dia do ponto de vista da troca energética. Do céu, dos astros do firmamento, do Sol, da Lua em suas diferentes fases, desce a energia positiva de Deus, a força divina mantém o homem em pé, apto ao trabalho, às caminhadas, a geração de filhos e a todos os tipos de alegrias, sensações, emoções e sentimentos. A terra, o solo onde pisam propositalmente sem sapatos é a Mãe-Terra, que recebe sem recusas e sempre aberta a todas as energias negativas, os temores, as angústias de um povo tantas vezes perseguido, as tristezas e os desconsolos que maltratam a alma e o coração. A terra abençoada, que recebe sem reclamos os despojos daqueles que dormem nos braços da morte, transformando-os em formas de vida. Os ciganos não são politeístas. Adoram e veneram um só Deus, mas tal como vários povos que viveram e vivem em estreito contato com a natureza, vêem as naturais manifestações desta como divindades. Assimilam dos astros do céu, abençoam e pedem bênçãos à chuva, as águas dos rios, das cascatas, riachos, cachoeiras, às árvores das matas, respeitando os trovões, a força devastadora dos raios e o fogo, que aquece, protege e purifica. Os ciganos admiram os pássaros, as flores, os animais, toda a forma de (vida que brota da natureza, pois entendem que a todos é a maneira de Deus se revelar aos homens, sendo tratados, portanto com carinho e respeito. Eles compreendem que o ar é energia vital, o elemento vivificante da vida e oram para que as ventanias, tufões e vendavais não destruam seus acampamentos e seus lares-tendas. Existe idéia enganosa de que os ciganos temem as águas do mar, o que é uma perfeita bobagem. Eles singraram os mares nos tempos das colonizações, inclusive a brasileira, em caravelas e muitos deles viviam nestas embarcações como prisioneiros condenados, colocando a força de seus braços nos remos, que moviam estes barcos (para um cigano a prisão é a pior coisa em sua vida que possa existir, preferem morrer a ficar sem a liberdade que é o que mais prezam). A verdade é que as águas salgadas não tinham serventia para beber, cozinhar, lavar as roupas etc. então eles procuravam ficar sempre próximos a locais de água doce. Segundo seu conceito mágico da natureza, os ciganos reverenciam as águas do mar e as deidades que nelas habitam, pois muitos trabalhos de magia são feitos nas areias do mar, para os ciganos as águas salgadas têm a função de fazer a limpeza energética de todos os seres do planeta que nele habitam. Os ciganos respeitam e reverenciam os quatro elementos, terra, água, ar e fogo, cultuando os elementais ligados a estes elementos. Eles podem não chamar os elementais pelos nomes tão em voga atualmente (gnomos, duendes, fadas, sílfides, salamandras, ondinas, nereidas, sereias), mas admitem sua existência e importância. Sendo místicos do jeito que são, não deixariam de reconhecer nos elementos e nos elementais, uma força extraordinária, real e auxiliadora, tanto que nos seus trabalhos mágicos não deixam de pedir permissão a eles, para a manipulação das energias da natureza. O povo cigano também acredita em presságios e avisos provenientes da natureza e de seus elementos. Na verdade, eles são muito inteligentes a ponto de identificarem as mensagens oriundas das forças naturais e tomarem seus cuidados e prevenções. Eles são meteorologistas natos não necessitando de instrumentos ou outras sofisticações para saber quando vai chegar uma tempestade, uma nevasca, ou um sol de racha! Sabem reconhecer quando há água por perto, ou a viagem prosseguirá em terreno árido e seco. Pressentem os perigos das selvas, das matas pelos movimentos dos animais, pela revoada dos pássaros e outros sons peculiares da natureza. É sábio o povo que sabe ouvir a natureza, convivendo com ela pacífica e respeitosamente, e nisto o povo cigano é mestre. O convívio harmonioso, que de certa forma podemos dizer que um cigano é mais uma das manifestações da Mãe Natureza ou Natureza travestida na forma humana, sinônimos, mãe e filho, ou ainda, uma expressão mais abrangente, uma autêntica família. Por isso a Vida Cigana é mágica.

O QUE É MAGIA Magia é a manipulação de energias, é o ato de evocar poderes e mistérios divinos e colocá-los em ação, beneficiando-nos ou aos nossos semelhantes. A magia está no ato de colocarmos amor em tudo que fazemos, quando cozinhamos, falamos, costuramos, estudamos, trabalhamos etc. O objetivo de toda magia é a perfeição do ser. Embora isto possa não ser obtido em uma vida, é perfeitamente possível que melhoremos a nós mesmos. Este ato singular já faz com que a Terra se torne muito mais saudável. Se puser em prática qualquer magia, tenha em mente os mais elevados aspectos de seus trabalhos. Você está melhorando o mundo e ajudando a curá-lo das terríveis mazelas que sofreu por nossas mãos. É isso que torna o praticante da magia verdadeiramente divino.

ORAÇÃO A SANTA SARA KALI: Minha Mãe e querida Sara Kali, Que em vida atravessaste os mares E com vossa fé levaste à vida novamente Todos que contigo estavam; Vós que Divina e Santa és Amada e cultuada por todos nós, Mãe de todos ciganos e do nosso Povo Senhora do amor e da misericórdia Protetora dos Rom Vós que conhecestes o preconceito e a diferença Vós que conhecestes a maldade muitas Vezes dentro do coração humano Olhai por nós Derramai sobre vossos filhos, vosso amor Vossa Luz e vossa paz Dái-nos vossa proteção para que nossos caminhos Sejam repletos de prosperidade e saúde Carrega-nos com vossas mãos e protegei nossa liberdade, Nossas famílias e colocai no homem mais fraternidade Derramai vossa Luz nas vossas filhas, para que possam Gerar a continuação livre do nosso povo Olhai por nós em nossos momentos de Dificuldade e sofrimento acalmai nossos corações Nos momentos de fúria, guardai-nos do mau E dos nossos inimigos, Derramai em nossas cabeças vossa Paz Para que em paz possamos viver Abençoai-nos com Teu amor Santa Sara Kali, que ao Pai celestial possas levar Nossas orações e abrandar nossos caminhos Que Vossa Luz possa sempre aumentar em Teu Amor, misericórdia e no Pai E que assim sejas louvada para todo o Sempre. Oração a Santa Sara Kali: Morri Dei Santa Sara Que andro traio naclin e moria Tiro patiamos tsodian o traio nevo As le manuchi que tussa sas Tu que san Deulicani Kai sa amem camasto Dei as le Romeng Dei lachi Kai ertis Kai les sama le Romen
Tu kai janes so amem nacas Tu kai janes o nassulimos but data ândre Andar ando ilo le manuchesco Dik pe amende Chude pe tire chavê , tiro lusso, dragussuime Le amem sama ai amare droma, te aven bárrtalê Ai sativeste Ninguer amem tche vastessa ai droma putarde Amare familía, ai tso ando manuchi mai draguestosso Te avel Chude tiro lusso, ande tire cheia, te chai aven lê chave, Ande pesco traio Dik pe amende, ando nassulimos, le sama amaro ilô Le chassuria Le rrolharico, le sama nassulimos e catar amarê dusmaia Ai chude pe amaro chêro tiro bragossuimos Sara Kali, amaro Dat Baro chai ningueras amaro rudimos ai putrel amare droma que tiro lusso bariol ando Del Ai te aves Bari mascar amende sorro traio.

Santa Sara Kali (A cigana escrava que venceu os mares com sua fé e virou santa) Conta à lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões. Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias. Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio. Segundo Míriam Stanescon - Rorarni (princesa do clã Kalderash), deve ter nascido deste gesto de Sara Kali a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: Dalto chucar diklô (Te darei um bonito lenço). Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça. Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo. A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de DY CHUCÔ (ventre seco). Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade.

ORAÇÃO PARA SANTA SARA KALI Em Romani (1) Manglimos Katar e Santa Sara Kali Tu Ke San Pervo Icana Romli Anelumia Tu Ke Biladiato Le Gajie Anassogodi Guindiças Tu Ke daradiato Le Gajie, Tai Chudiato Anemaria Thie Meres Bi Paiesco Tai Bocotar Janes So Si e Dar, E Bock, Thai O Duck Ano Ilô Thiena Mekes Murre Dusmaia Thie Açal Mandar Thai Thie Bilavelma Thie Aves Murri Dukata Angral O Dhiel Thie Dhiesma Bar, Sastimôs Thai Thie Blagois Murrô Traio Thie Diel O Dhiel.

Versão em Português Tu que és a única Santa Cigana do Mundo. Tu que sofrestes todas as formas de humilhação e preconceitos. Tu que fostes amedrontada e jogada ao mar. Para que morresses de sede e de fome. Tu sabes o que é o medo, a fome, a mágoa e a dor no coração. Não permitas que meus inimigos zombem de mim ou me maltratem. Que Tu sejas minha advogada perante a Deus. Que Tu me concedas sorte, saúde e que abençoe a minha vida. AMÉM.

ORAÇÃO DE SANTA SARA KALI Sara, Sara, Sara, fostes escrava de José de Arimatéia, no mar fostes abandonada (pedir para que nada nos abandone: amor, saúde, felicidade, fé, amigos, dinheiro...). Teus milagres no mar se sucederam e como Santa te tornastes; à beira do mar chegastes e o ciganos te acolheram. Sara, Rainha, Mãe dos Ciganos, ajudaste e a ti eles consagraram como sua protetora e mãe vinda das águas. Sara, Mãe dos Aflitos, a ti imploro proteção para o meu corpo, luz para os meus olhos enxergarem até no escuro (pedir forças para os seus olhos, vidência), luz para o meu espírito e amor para todos os meus irmãos, brancos, negros, mulatos, enfim, a todos os que me cercam. Aos pés de Maria Santíssima, tu, Sara, me colocarás e a todos que me cercam para que possamos vencer as agruras que a terra nos oferece. Sara, Sara, Sara, não sentirei dores nem tremores, espíritos perdidos não me encontrarão e assim como conseguistes o milagre do mar, a todos que me desejarem mal, tu com as águas me fará vencer (quando a pessoa não está bem e querendo resolver algo muito importante, nesse momento, beber três goles de água). Sara, Sara, Sara, não sentirei dores nem tremores e continuarei caminhando sem parar, assim como as caravanas passam, no meu interior tudo passará e a união comigo ficará; e sentirei o perfume das caravanas que passam deixando o rastro de alegria e felicidade. Teus ensinamentos deixarás! Amai-nos Sara, para que eu possa ajudar a todos que me procurem, ajudados pelos poderes de nossos irmãos ciganos. Serei alegre e compreensiva(o) com todos os que me cercam. Corre no Céu, corre na Terra, corre no Mundo e Sara, Sara, Sara, estará sempre na minha frente. Assim como os ciganos pedem: Sara fique sempre na minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito. E assim dizemos: somos protegidos pelos ciganos e pela Sara que me ensinará a caminhar e a perdoar. Reze três Ave-Marias: a 1ª para Santa Sara, a 2ª para os Ciganos e a 3ª para você.

MILAGROSO CANTO À VIRGEM SARA Farol do meu caminho! Facho de Luz! Paz! Manto Protetor! Suave conforto. Amor! Hino de Alegria! Abertura dos meus caminhos! Harmonia! Livra-me dos cortes. Afasta-me das perdas. Dai-me a sorte! Faz da minha vida um hino de alegria, e aos seus pés me coloco, minha Sara, minha Virgem Cigana. Toma-me como oferenda e me faz de flor profana o mais puro lírio que orna e traz bons presságios à Tenda. Salve! Salve! Salve! (Sibyla Rudana) Texto de autoria da cigana Mirian Stanescom

OUTRAS ORAÇÕES ORAÇÃO DE SANTA SARA (FAÇA ESSA ORAÇÃO SEMPRE QUE PRECISAR DE ENERGIA)

Santa Sara, pelas forças das águas, Santa, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado, pela força da natureza. Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da lua cheia, pedimos à Senhora que esteja sempre ao nosso lado; pela figa, pela estrela de cinco pontas, pelos cristais que hão de brilhar sempre em nossa vida. E que os inimigos nunca nos enxerguem, como a noite escura, sem estrelas, sem luar. A Tsara é descanso do dia-a-dia, a Tsara é nossa tenda. Santa Sara me abençoe; Santa Sara me acompanhe. Santa Sara, ilumina minha Tsara, para que a todos que batam a minha porta, eu tenha sempre uma palavra de amor e de carinho. Santa Sara, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa, que eu sempre seja a mesma pessoa humilde

ORAÇÃO A SANTA SARA KALI Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir. Santa Sara, protetora dos ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo, proteja-nos e ilumine nossas caminhadas. Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da Lua cheia e do Pai, só pedimos a sua proteção contra os inimigos. Santa Sara, ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais. Santa Sara, ajude os necessitados; dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos, arrependimento para os culpados e paz para os intranqüilos. Santa Sara, que o seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar, neste momento. Santa Sara, dê esperança de dias melhores para essa humanidade tão sofrida. Santa Sara milagrosa, protetora do povo cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus. Cigana Ana Natasha (1) Língua indo-ariana falada pelos ciganos, e que se subdivide em dialetos espalhados por diversos países do mundo.

História A Cigana Escrava que Venceu os Mares com sua Fé e Virou Santa Conta à lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões. Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias. Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio. Segundo o livro oráculo (único escrito por uma verdadeira cigana) "Lilá Romai: Cartas Ciganas", escrito por Mirian Stanescon - Rorarni, princesa do clã Kalderash, deve ter nascido deste gesto de Sara Kali a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: "Dalto chucar diklô" (Te darei um bonito lenço). Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no Sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um Diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça. Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo. A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de DY CHUCÔ (ventre seco). Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade. Autor: Nelson Pires Filho, Livro: Rituais e Mistérios do Povo Cigano Site: Magia Cigana Outras versões são contadas, mas essa é a mais popular entre todas. Considerada pela Igreja Católica como Santa de culto local , pois nunca passou pelos processo de canonização, Sara esta liga da à história das tradições cristãs da Idade Média e o assim chamado culto às virgens negras. Não se conhece a razão exata que levou os ciganos a eleger Santa Sara como sua padroeira. Certo é que ela é a mais venera da Santa para os ciganos e todo acampamento cigano conduz uma estátua da virgem negra depositada num altar de uma das tendas cercadas por velas, incenso, flores, frutas e alimentos. Contam às lendas que os restos mortais de Sara foi encontrados por um rei em 1448 e depositados na cripta da pequena Igreja de Saint-Michel em Saint Maries de La Mer. Assim, todos os anos na madrugada de 24 de maio milhares de ciganos de quase todas as regiões da Europa, África, Oriente e dos quatro cantos do mundo, reunem-se na pequena igreja de Saint-Michel em louvor e homenagem a sua padroeira.

Orações: ORAÇÃO A SANTA SARA I Santa Sara, pelas forças das águas. Santa Sara, pelos seus mistérios. Tu possas estar sempre ao meu lado. Eu, devota dos filhos dos Ventos, das Estrelas e da Lua Cheia, peço que a senhora esteja sempre ao meu lado. E que pelas fitas do Povo Cigano, a Estrela de Cinco Pontas, os Incensos; pelo meu altar, pela minha Cigana, eu possa ter sabedoria e amor para ajudar a toda criatura que vier a mim em busca de auxílio. Santa Sara, eu vos peço que meus inimigos nunca me enxerguem, como sempre foste pare eles uma noite escura, sem estrela e sem luar.
Santa Sara me abençoe e acompanhe todos os meus amigos, e que sempre todos que baterem em minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e carinho para dar. Que eu nunca seja orgulhosa e que sempre continue a mesma pessoa sincera e bondosa que sempre fui, sou e tenho certeza serei. Assim seja!
ORAÇÃO A SANTA SARA II SARA, SARA, SARA, fostes escrava de José de Arimatéia, no mar fostes abandonada (pedir para que nada nos abandone: amor, saúde, dinheiro, felicidade...) teus milagres no mar sucederam e como santa te tornastes, a beira do mar chegastes e o "CIGANOS" te acolheram, SARA, Rainha, Mãe dos Ciganos ajudaste e a ti eles consagraram como sua protetora e mãe vinda das águas. SARA mãe dos aflitos, a ti imploro proteção para o meu corpo, luz para meus olhos enxergarem até no escuro (pedir força para os seus olhos, vidência), luz para o meu espírito e amor para todos os meus irmãos: brancos, negros, mulatos,enfim a todos os que me cercam. Aos pés de Maria Santíssima, tu, SARA me colocarás e a todos os que me cercam para que possamos vencer as agruras que a terra nos oferece. SARA, SARA, SARA, não sentirei dores nem tremores, espíritos perdidos não me encontrarão e assim como conseguistes o milagre do mar, a todos que me desejarem mal, tu com as águas me fará vencer (quando a pessoa não está bem e querendo resolver algo muito importante beber três goles de água). SARA, SARA, SARA, não sentirei dores nem tremores, continuarei caminhando sem para assim como as caravanas passam, no meu interior tudo passará e a união comigo ficará e, sentirei o perfume das caravanas que passam deixando o rastro de alegria e felicidade, teus ensinamentos deixarás. Amai-nos SARA, para que eu possa ajudar a todos que me procurem, ajuda dos pelos poderes de nossos irmãos Ciganos, serei alegre e compreensivo(a) com todos os que me cercam. Corre no Céu, corre na Terra, corre no Mundo e SARA, SARA, SARA estará sempre na minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito. E assim dizemos: somos protegidos pelos Ciganos e pela SARA que me ensinará a caminhar e perdoar. Reze três Ave Marias (1ª para SARA, 2ª para os Ciganos e a 3ª para você) Acenda uma vela Azul-Clara em sua Oração a Santa Sara.
ORAÇÃO A SANTA SARA III (em louvor a todos os ciganos). Opacha, Opcha, minha Santa.Sara Kali, mãe de todas as tribos ciganas dessa Terra ou do além túmulo. Mãe de todos os ciganos e protetora das carruagens ciganas. Rezo invocando teu poder, minha poderosa Santa Sara Kali, para que abrande meu coração e tire as angústias que depositaram aos meus pés. Santa Sara me ajude. Abra meus caminhos para a fé no teu poder milagrosos. Venceste o mal, todas as tempestades e caminhou nas estradas que Jesus Cristo andou. Mãe dos mistérios ciganos que dá força a todos os ciganos no dom da magia, me fortaleça agora, sendo eu cigano ou não cigano, bondosa. Santa Sara, abrande os leões que rugem para me devorar. Santa Sara, afungente as almas perversas para que não possam me enxergar. Ilumine minha tristeza para a felicidade chegar, Rainha.
Atravessaste as águas dos rios e do mar por cima delas e não afundaste, eu invoco teu poder para eu não afundar no oceano da vida. Santa Sara, sou pecador, triste,sofrido e amargurado. Traga-me força e coragem, como dás ao Povo Cigano teus protegidos, Mãe, Senhora e Rainha da Festas Ciganas . Nada se pode fazer numa Tenda Cigana sem primeiro invocar teu nome, e eu invoco pelo meu pedido Santa Sara Kali. Tocam os violinos, caem às moedas, dançam as ciganas de pés descalços em volta da fogueira, vem o cheiro forte dos perfumes ciganos, as palmas batendo, louvando o Povo de Santa Sara Kali. Que o Povo Cigano me traga riquezas, paz, amor e vitórias. Agora e sempre louvarei teu nome Santa Sara Kali e todo Povo Cigano. Opcha , Opcha Santa Sara Kali.
Acenda uma vela Azul-Clara em sua Oração a Santa Sara.
ORAÇÃO A SANTA SARA IV A cigana tem o mistério, pois, do futuro, tudo entende. Na lua Cheia tem sua magia; em seus cristais está sua energia; seu incenso é sabedoria; sua dança é

alegria; com suas fitas coloridas tem fama de andarilha. O fogo revela o futuro, o poder, a força da natureza. A violeta é o ser perfume. Santa Sara é sua

padroeira.

"Santa Sara, pelas forças das águas, Santa Sara, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado, pela força da natureza".

Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da Lua Cheia, pedimos à senhora que esteja sempre ao nosso lado; pela figa, pela estrela de cinco pontas, pelos cristais que hão

de brilhar sempre em nossas vidas. E que os inimigos nunca nos enxerguem, como a noite escura, sem estrelas e sem luar.

A Tsara é o descanso do dia-a-dia, a Tsara é a nossa tenda. Sara, Sara, me abençoe; Sara Sara, me acompanhe. Santa Sara, ilumine minha Tsara, para que a
todos que batam à minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e de carinho.

Santa Sara, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa, que eu seja sempre a mesma pessoa humilde.

ORAÇÃO A SANTA SARA Segundo a Umbanda Salve Rainha Sarah. Salve sua formosura. Que a tua magia se faça sempre presente na minha vida e na de todos aqueles que estiverem sob o meu teto. Quando estiveres no caminho de tuas vibrações maiores, não te esqueças dessa humilde criatura cujo caminho é árduo de sofrimento e provocações. Salve tua harmonia que tanta falta nos faz neste mundo de tempestades e tormentas. Que os teus sete ciganos cavaleiros andantes possam com tua permissão, favorecer todos os que deles precisarem. Rainha e Senhora dos grandes segredos, dos grandes mistérios, não nos deixe caminhar sem tua proteção, sem os teus cuidados. Onde começa a tua ternura é onde avança a nossa esperança. Salve o povo cigano. Salve Santa Sarah Kali! Saravá!

PONTO DE IRRADIAÇÃO Cigano bate o pé, cigano bate o pé Cigano entra na roda Pra salvar filhos de fé Quem vem de lá Quem vem de cá São ciganos que vem bailar Pisa firme Cigano Quero ver o seu dançar Pois na roda de Cigano Ninguém pode balançar Pisa firme Cigano Quero ver o seu dançar Pois na roda de Cigano Ninguém pode balançar

PONTO DE DEMANDA Por todos os caminhos Que pisaram os meus pés Por todas as estradas Que pisaram os meus pés Sou Cigano Rodrigo Guerreiro de todas armadas Com a força do sol e o brilho do luar Cigano é guerreiro, Cigano vai lutar Povo Cigano faz sentir sua energia Com sua magia e alegria de cantar Com a força do sol e da lua Eles sabem trabalhar Povo Cigano sabe o segredo

Pra ninguém nos derrubar PONTO DE CHAMADA Cigano entra na roda Pra salvar filhos de fé Quem vem de lá Quem vem de cá São os Ciganos que vem trabalhar De longe eu vim Caminhei sete pedreiras Passei por cachoeiras Onde mora Aieiê Lá na campina onde a lua está prateada Sou Cigano na alvorada Sou Cigano, eu sou mais eu Cigano, tem a força da lua De noite faz farra de dia ainda anda na rua Andar, andar, andar, Vendendo ilusões para algazu comprar Porque Cigano tem a força da lua Se você pediu, não devias prometer Se você prometeu, você tem que pagar Se você não pagar, jamais vai andar

PONTO DE SUBIDA Se precisar de mim É só mandar chamar Os Ciganos vão embora Mas logo irão voltar

Ô PTCHA!
. SAUDAÇÃO AOS ELEMENTOS DO POVO CIGANO ( ESTE NÃO É CANTADO ):

SALVE O SOL! SALVE A LUA! SALVE O FOGO! SALVE OS VENTOS! SALVE OS CAMINHOS ABERTOS! SALVE AS PRADARIAS! SALVE AS CAMPINAS! SALVE AS ESTRELAS!
. SANTA SARA - PROTETORA DOS CIGANOS (DIA DE SANTA SARAH : 24/5) SALVE SARA, PROTETORA DOS CIGANOS ESTAMOS AQUI PARA LHE PEDIR VEM ABRIR NOSSOS CAMINHOS MOSTRE-NOS UMA LUZ PARA PROSSEGUIR TANTA LUZ ILUMINANDO AS CORES DO ARCO-ÍRIS É SANTA SARA QUE ESTÁ CHEGANDO PARA ABENÇOAR O POVO CIGANO A NOSSA LUTA É CONSTANTE PARA DEFENDER A LIBERDADE MINHA SANTA NOS AJUDE A MERECER ESTA FELICIDADE SANTA SARA ILUMINAI NOSSOS CAMINHOS A NOSSA FÉ, NOS AJUDE A CONSTRUIR LEVE ESTA PRECE, COM OS NOSSOS DESTINOS PARA UM MUNDO MELHOR QUE HÁ DE VIR
. RECONHECIMENTO CIGANO:
CIGANO, NOSSO PRANTO É DE ALEGRIA FELICIDADE É SENTIR-SE LIVRE DE CAMINHAR POR ESSES CAMPOS E SENTIR A EMOÇÃO DOMINAR O CORAÇÃO NOSSA GENTE VAI SEMEAR E NESTA TERRA DEIXAR RAIZ NOSSO AMOR IRÁ BROTAR NO CORAÇÃO DESTE PAÍS ESTES CAMPOS ESTÃO FLORIDOS COM O LUAR É MAIS BONITO LINDO SOL VAI AQUECER AO CHEGAR O AMANHECER LIBERDADE VAMOS CRESCER NESTA TERRA TÃO QUERIDA ENCONTRAMOS ACOLHIDA LUTAREMOS ATÉ VENCER CIGANOS, UM ABRAÇO DE UNIÃO VAMOS TODOS DAR AS MÃOS FINALMENTE RECONHECIDOS NESTA TERRA COMO IRMÃOS LIBERDADE VAMOS CRESCER
. PONTOS DE LINHA:
CIGANO, AMIGO DA LUA
DE NOITE FAZ FARRA, DE DIA ANDA NA RUA ANDAR, ANDAR, ANDAR, VENDENDO ILUSÕES PARA ALGAZU COMPRAR PORQUE CIGANO TEM A FORÇA DA LUA SE VOCÊ PODIA, NÃO DEVIAS PROMETER SE VOCÊ PROMETEU, VOCÊ TEM QUE PAGAR SE VOCÊ NÃO PAGAR, JAMAIS VAI ANDAR
CIGANO BATE O PÉ, CIGANO BATE O PÉ
CIGANO ENTRA NA RODA PRA SALVAR FILHOS DE FÉ QUEM VEM DE LÁ QUEM VEM DE CÁ SÃO CIGANOS QUE VEM BAILAR
CIGANO, TU TENS A FORÇA DA LUA TU VENS AQUI NA RUA CANTAR A TUA PAIXÃO CIGANO, TEUS OLHOS SÃO FASCINANTES ARREDA TODO O MAL QUE CAUSA TANTO DESALENTO
DEU MEIA NOITE O SERENO CAI CAI, CAI, O SERENO CAI SERENO DE CIGANO CAI, CAI, O SERENO CAI
LINDA ROSA NO JARDIM AMANHECEU MINHA MÃE ESTÁ CHAMANDO E LÁ VOU EU EU SOU CIGANO, EU SOU CIGANO NA ALDEIA EU SOU CIGANO E CIGANO NÃO BAMBEIA
NUMA NOITE DE LUAR ESTÃO OS CIGANOS A CANTAR NUMA NOITE DE LUAR ESTÃO OS CIGANOS A BAILAR SE QUISERES FAZER UM PEDIDO OU FAZER UMA OFERENDA PARA O POVO CIGANO TEM QUE SER NUMA NOITE DE LUAR NUMA NOITE DE LUAR ESTÃO OS CIGANOS A CANTAR NUMA NOITE DE LUAR ESTÃO OS CIGANOS A BAILAR OS CIGANOS GOSTAM DE VIVER UMA VIDA SEMPRE A CAMINHAR NO SERENO ESTÁ O SEU PRAZER DE CANTAR NUMA NOITE DE LUAR NUMA NOITE DE LUAR ESTÃO OS CIGANOS A CANTAR NUMA NOITE DE LUAR ESTÃO OS CIGANOS A BAILAR
POVO CIGANO FAZ SENTIR SUA ENERGIA COM SUA MAGIA E ALEGRIA DE CANTAR COM A FORÇA DA LUA E A LUZ DO DIA COM A NATUREZA ELES SABEM TRABALHAR POVO CIGANO SABE O SEGREDO COM A FORÇA DA FÉ NINGUÉM VAI NOS DERRUBAR
QUANDO ZAMBI ANDOU NO MUNDO SEU CIGANO SEGURA SEU REINADO OLHA ESPINHOS DA ROSEIRA CIGANO NÃO DEIXA SEUS FILHOS CAIR
TODOS OS CIGANOS SÃO ASSIM GIRAM O MUNDO SEM PARAR GOSTAM DE FICAR SOB O LUAR DE FRENTE AO FOGO A CANTAR DE FRENTE AO FOGO A BAILAR
PISA FIRME CIGANO QUERO VER O SEU DANÇAR POIS NA RODA DE CIGANO NINGUÉM PODE BALANÇAR

CIGANA, CIGANA VEM CIGANA VEM TRABALHAR ELA É A CIGANA DO SERENO QUE VEM PARA SEUS FILHOS AJUDAR ELA É BONITA, ELA É FACEIRA GOSTA DE BRINCOS, COLAR, MUITAS PULSEIRAS CABELOS LONGOS, PELE MORENA ATÉ A LUA ADMIRA SUA BELEZA
CIGANA, ELA VEM DANÇANDO ELA VEM MOSTRANDO SUA DANÇA NO TERREIRO COM SUA SAIA RODADA, SUA BOTA PRATEADA PRA ESPANTAR OS FEITICEIROS
CIGANA QUE VEM DANÇANDO QUE VEM DANÇANDO SUA DANÇA DE TERREIRO COM SUA SAIA RODADA SUA BOTA PRATEADA PRA ACABAR COM FEITICEIRO
ELA É CIGANINHA DA SANDÁLIA DE PAU ELA FAZ O BEM, ELA FAZ O BEM NUNCA FAZ O MAL
ELA É UMA CIGANA FACEIRA, ELA É ELA É DAS SETE LINHAS E NÃO É DO CANDOMBLÉ ELA VEM DE MUITO LONGE OS SEUS FILHOS AJUDAR ELA VEM DE MUITO LONGE SARAVAR NESTE CONGÁ
EU BEM QUE AVISEI PRA VOCÊ NÃO JOGAR ESTA CARTADA COMIGO VOCÊ APOSTOU NO VALETE E EU APOSTEI NA DAMA AMIGO, VOCÊ NÃO ME ENGANA ESSA LINDA CIGANA VEM TRABALHAR NA UMBANDA
GANHEI UMA BARRACA VELHA FOI A CIGANA QUEM ME DEU O QUE É MEU É DA CIGANA O QUE É DELA NÃO É MEU A CIGANA É QUEM ME AJUDA CÁ NA TERRA ONDE ESTOU VEJA COMO EU ESTOU
LENITA É UMA MOÇA BONITA! DE SAIA RODADA ELA GOSTA MUITO DE ÁGUA BORBULHANTE

LEVANTA A SAIA, OH CIGANA NÃO DEIXA A SAIA ARRASTAR A SAIA CUSTA DINHEIRO DINHEIRO CUSTA A GANHAR
NUMA NOITE DE LUA, UMA LINDA CIGANA PASSEAVA NA RUA E SORRIA AO LUAR ELA ERA FORMOSA, ERA DONA DA ROSA UMA LINDA CIGANA VEM O MAL DESMANCHAR
VINHA CAMINHANDO A PÉ, A PÉ PARA VER SE ENCONTRAVA UMA LINDA CIGANA DE FÉ ELA PAROU E LEU MINHA MÃO, LEU MINHA MÃO E DISSE TODA A VERDADE MAS EU SÓ QUERIA SABER ONDE ESTAVA AQUELA LINDA CIGANA DE FÉ
. CIGANO PABLO:
LONGO FOI O MEU CAMINHO ANDEI NESSE MUNDO, ANDEI SOU UM ANDARILHO SOU CIGANO, HOJE EU SEI SEI QUE AO CAMINHAR CUMPRO MINHA MISSÃO DOU O MEU AXÉ A QUEM ME ESTENDER A MÃO TODOS ME CHAMAM PABLO CIGANO
. CIGANO CARLOS:
TODOS OS CIGANOS SÃO ASSIM GIRAM O MUNDO SEM PARAR GOSTAM DE FICAR SOB O LUAR DE FRENTE AO FOGO A BAILAR DE FRENTE AO FOGO A CANTAR
. CIGANO RAIKO:
POR TODOS OS CAMINHOS QUE MEUS PÉS PISARAM POR TODAS AS ESTRADAS DE MINHA JORNADA SOU CIGANO RAIKO GUERREIRO DE TODAS ARMADAS
COM A FORÇA DA LUA, BRILHO DE LUAR CIGANO É GUERREIRO, CIGANO VAI LUTAR
. CIGANO RAMIREZ:
DE LONGE EU VIM CAMINHEI SETE PEDREIRAS PASSEI POR CACHOEIRAS ONDE MORA AIEIÊ LÁ NA CAMPINA ONDE A LUA É PRATEADA SOU CIGANO NA ALVORADA SOU CIGANO, EU SOU MAIS EU

. CIGANO RAMON:
NA GIRA DOS CIGANOS RAMON VEM TRABALHAR AO BRILHAR A LUA ELE VEM CANTAR NA GIRA DOS CIGANOS RAMON VEM TRABALHAR NA FORÇA DO FOGO GIRA MUNDO SEM PARAR NA GIRA DOS CIGANOS RAMON VEM TRABALHAR
. CARMEM DO ORIENTE:
A ESTRELA DA CIGANA CARMEM QUE LÁ DO ORIENTE BRILHA SEM PARAR ESSA ESTRELA ELA TRAZ EM SEU PEITO E TODA A UMBANDA ELA VEM CLAREAR CLAREIA, ESTRELA FORMOSA DA CIGANA CARMEM QUE É ASTRO SEU E COMO UMA ESTRELA DO ORIENTE ILUMINA OS CAMINHOS QUE CIGANA ACOLHEU
. CARMENCITA DA CAMPINA:
É DAS CAMPINAS QUE ELA VEM PRA TRABALHAR É A CIGANA CARMEM CARMENCITA DAS CAMPINAS COM A FORÇA DA LUA, DO FOGO E DO SOL
ELA VEM PRA TRABALHAR É A CIGANA CARMEM CARMENCITA DAS CAMPINAS

. CIGANA MADALENA:
ERA UMA NOITE DE LUA UMA ESTRELA INCANDESCENTE APARECEU SEU BRILHO FORTE POVO CIGANO ENXERGOU E LOGO COMPREENDEU ERA A CIGANA ESPERANÇA A CIGANA CRIANÇA QUE CHEGAVA PARA AJUDAR AOS FILHOS SEUS MADALENA...MADALENA
. CIGANA ROSALINA:
EM UMA GRANDE CAMPINA NUMA NOITE DE LUA SENTADA JUNTO AO FOGO ESTÁ A CIGANA ROSALINA COM A FORÇA DA LUA COM A FORÇA DO FOGO CIGANA ROSALINA ESTENDE SUA AJUDA CIGANA ROSALINA ROSALINA DE SEVILHA CIGANA DA CAMPINA CIGANA ROSA, ROSALINA
. CIGANA ROSITA
ROSITA É UMA MOÇA BONITA QUE USA VESTIDO DE CHITA E VEM PARA GIRA COLAR, BRINCO E PULSEIRA PRA TODOS AGRADAR É A CIGANA ROSITA
QUE VEM PRA TRABALHAR
. CIGANA SILVANA:
DA CAMPINA VEM SILVANA POIS FORAM ME CHAMAR COM A FORÇA DA LUA, DO FOGO E DO SOL SEGUINDO AS ESTRELAS ELA VEM PRA TRABALHAR COM SUA ENERGIA ELA AGORA ESTÁ AQUI SALVE SILVANA QUE CHEGOU PRA TRABALHAR
. CIGANA SORAIA:
SORAIA VOCÊ É CIGANA LINDA ONDE ESTÁS QUE VOCÊ NÃO VEIO AINDA? MAS ELA VEM NO BALANÇO DO MAR VEM DAS CALUNGAS, ELA VEM BEIRANDO O MAR
. CIGANA TÂNIA:
SE VOCÊ SENTIR A BELEZA DAS CAMPINAS VERÁ UMA CIGANA JUNTO ÀS FLORES A REZAR SALVE JESUS CRISTO E A VIRGEM MARIA QUE NOS PROTEGE, NOS AJUDA E NOS GUIA É A CIGANA TÂNIA DA ANDALUZIA SAÚDA SEU POVO E TAMBÉM VEM TRABALHAR A CIGANA TÂNIA VEM TRAZER SUA AMIZADE TRAZ FELICIDADE, MUITA FÉ, MUITA EMOÇÃO A FORÇA CIGANA NUNCA VAI EMBORA FORTALECE A FÉ EM DEUS E EM NOSSA SENHORA A CIGANA TÂNIA VAI CHEGAR AGORA SUA MÃO AMIGA DÁ AMPARO AO CORAÇÃO
. CIGANA SOLEÁ (GITANA SOLEÁ):
DE LAS CUEVAS DE GRANADA CON EL FUEGO DE SU RAZA.. VIENE POR LOS OLIVARES HILANDO RAYOS DE PLATA TRAE LA MAGIA DE LA LUNA Y EN SUS DEDOS FILIGRANAS LA GITANA SOLEÁ DANZANDO TODA LA TRIBU CANTANDO GITANA... GITANA VA CORTANDO MALEFICIOS EN SU CHAL ESTÁ EL SECRETO CARACOLAS EN SU PECHO Y EN SUS MANOS SORTILEGIOS LA GITANA SOLEÁ DANZANDO TODA LA TRIBU CANTANDO GITANA... GITANA

. CIGANA ZAÍRA:
CIGANA, CIGANA ZAÍRA CIGANA DAS SETE LINHAS CIGANA DOS ANDARILHOS QUE VEM AQUI TRABALHAR CIGANA, CIGANA ZAÍRA CIGANA DOS ENCANTADOS JOGOU AS CARTAS NA MESA E DISSE QUE VAI ME AJUDAR! (Angale a todos)

 

Alguns dos incensos e suas funções astrais:
Madeira Para abrir os caminhos
Almíscar Para favorecer os romances
Jasmim Para o amor
Lótus Paz, tranqüilidade
Benjoim Para proteção e limpeza
Sândalo Para estabelecer relação com o astral
Mirra Incenso sagrado usado para limpar após os rituais e durante eles e também usado quando vai se desfazer alguma demanda ou feitiço.
Laranja Para acalmar alguém ou ambiente.

 

VAMOS FALAR ROMANI?
Acans olhos   Marrão pão
Aruvinhar chorar   Mirinhorôn viúva
Bales cabelos   Naçualão doente
Baque sorte, fortuna, felicidade   Nazar flor
Bato pai   Paguicerdar pagar
Brichindin chuva   Panin água
Cabén comida   Paxivalin donzela
Cabipe mentira   Querdapanin português
Cadéns dinheiro   Quiraz queijo
Calin cigana   Raty sangue
Calon cigano   Remedicinar casar
Churdar roubar   Ron homem
Dai (ou Bata) mãe   Runin mulher
Dirachin noite   Sunacai ouro
Duvêl Deus   Suvinhar dormir
Estardar prender   Tiráques sapatos
Gadjó não cigano   Trup corpo
Gajão brasileiro, senhor   Urai imperador ou rei
Gajin brasileira, senhora   Urdar vestir
Jalar ir embora   Vázes dedos ou mão
Kachardin triste   Xacas ervas
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